quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Adolescência

Enquanto o coração aperta e as lágrimas escorrem pela minha face, aqui eu me encontro, a tentar dar rumo à minha vida.
Os últimos dois anos têm sido os mais difíceis de ultrapassar.
Parece que o mundo se virou contra mim. Por mais que tente não consigo ser feliz, vou andando contente.
As dúvidas são cada vez mais e maiores e nada me sai certo.
Não me enquadro no curso em que estou inserida, não me consigo concentrar nas aulas, as notas caíram que nem pedras lançadas de um edifício de dezasseis andares, o que me vai obrigar a repetir o ano.
Há quem diga que eu não tenho que decidir já que rumo pretendo dar à minha vida, mas, também há quem diga o contrário e que afirme que ter objectivos definidos ajuda a traçar um plano para ao alcançar-mos. Só sei que quando penso que tenho que decidir qual a profissão que vou seguir durante a minha vida adulta, tremo que nem gelatina e divido-me qual gota de orvalho:
- Acima de tudo, amo jogar futebol, e o desporto é das coisas mais importantes para mim, mas a escrita, a fotografia e as crianças fascinam-me desde sempre e é usual dizerem-me que revelo qualidades bastante apreciáveis para poder desempenhar cada uma delas.
Não sei isto será bom ou mau. Não sei isto significa que sou multifacetada ou apenas complicada. Mas sei que não as posso ter todas como futuro, apenas conciliar a profissão com os hobbies, mas não me parece certo escolher uma e dividir o meu tempo livre pelas outras, são todas importantes para mim e cada uma tem um significado diferente na minha vida.
O que mais me retrai é este medo incontrolavelmente estúpido, que assola o meu coração e a minha mente. O medo de fazer a escolha errada e, por isso, nada faço, deixando as coisas andarem. Indefinidas.
Não sei se aguento muito mais esta situação. Sempre fui de ideias fixas e defini as minhas escolhas segundo os meus princípios, mas, ultimamente, deixou de haver preto e branco para passar a existir cinzento. O cinzento das dúvidas, indecisões e questões sem resposta.
Apesar de tudo, sinto-me a recuperar, como se parte de mim estivesse a renascer. Algumas questões encontraram a sua resposta e, com o tempo, algumas feridas antigas começaram a sarar, por isso, sei, que as feridas recentes também irão sarar.
Ainda tenho muito que enfrentar daqui para a frente,  e que não vai ser fácil mas, o que não me mata, torna-me mais forte e sei que conto com o apoio dos Importantes. Eles, e algumas maluqueiras saudáveis à mistura, sei que vou ser capaz de ultrapassar esta fase menos colorida da minha sanidade mental, chamada Adolescência.

3 comentários:

  1. Ameii. Está...olha nem sei. Muito bom mesmo

    Marta

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  2. Eu ajudei-te a enquadrar uma parte do texto, espero ter prestado a ajuda certa.
    O texto explica muito bem como te sentes, mas não te esqueças de que o futuro é teu e só teu, de mais ninguém mana.
    Sabes que estou aqui para tudo meu amor.
    Amo-te minha irmã <3


    Ana Teresa

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  3. Muito bom.

    Miúda, segue o teu coração... E sempre que precisares de alguma coisa conta comigo !

    Beijo grande*

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