Enquanto o coração aperta e as lágrimas escorrem pela minha face, aqui eu me encontro, a tentar dar rumo à minha vida.
Os últimos dois anos têm sido os mais difíceis de ultrapassar.
Parece que o mundo se virou contra mim. Por mais que tente não consigo ser feliz, vou andando contente.
As dúvidas são cada vez mais e maiores e nada me sai certo.
Não me enquadro no curso em que estou inserida, não me consigo concentrar nas aulas, as notas caíram que nem pedras lançadas de um edifício de dezasseis andares, o que me vai obrigar a repetir o ano.
Há quem diga que eu não tenho que decidir já que rumo pretendo dar à minha vida, mas, também há quem diga o contrário e que afirme que ter objectivos definidos ajuda a traçar um plano para ao alcançar-mos. Só sei que quando penso que tenho que decidir qual a profissão que vou seguir durante a minha vida adulta, tremo que nem gelatina e divido-me qual gota de orvalho:
- Acima de tudo, amo jogar futebol, e o desporto é das coisas mais importantes para mim, mas a escrita, a fotografia e as crianças fascinam-me desde sempre e é usual dizerem-me que revelo qualidades bastante apreciáveis para poder desempenhar cada uma delas.
Não sei isto será bom ou mau. Não sei isto significa que sou multifacetada ou apenas complicada. Mas sei que não as posso ter todas como futuro, apenas conciliar a profissão com os hobbies, mas não me parece certo escolher uma e dividir o meu tempo livre pelas outras, são todas importantes para mim e cada uma tem um significado diferente na minha vida.
O que mais me retrai é este medo incontrolavelmente estúpido, que assola o meu coração e a minha mente. O medo de fazer a escolha errada e, por isso, nada faço, deixando as coisas andarem. Indefinidas.
Não sei se aguento muito mais esta situação. Sempre fui de ideias fixas e defini as minhas escolhas segundo os meus princípios, mas, ultimamente, deixou de haver preto e branco para passar a existir cinzento. O cinzento das dúvidas, indecisões e questões sem resposta.
Apesar de tudo, sinto-me a recuperar, como se parte de mim estivesse a renascer. Algumas questões encontraram a sua resposta e, com o tempo, algumas feridas antigas começaram a sarar, por isso, sei, que as feridas recentes também irão sarar.
Ainda tenho muito que enfrentar daqui para a frente, e que não vai ser fácil mas, o que não me mata, torna-me mais forte e sei que conto com o apoio dos Importantes. Eles, e algumas maluqueiras saudáveis à mistura, sei que vou ser capaz de ultrapassar esta fase menos colorida da minha sanidade mental, chamada Adolescência.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Passado, Presente e Futuro.
Aqui e agora paro de te enviar cartas.
Por muitas que te envie, já sei que não vou obter resultados. Ou, pelo menos, não os resultados que eu desejo. Neste momento, também já não os aspiro.
Lutei demasiado, sofri demasiado, chorei demasiado…
Não me queixo, ate porque não me arrependo, apenas queria as coisas tivessem tomado outro rumo, mas tu também não quiseste. Não te vou apontar as culpas de tudo o que se passou nem recriminar-te, mas é verdade.
Infelizmente, o passado não pode ser mudado.
Os antigos dizem para não se mexer no passado, pois em nada o vamos alterar, a ferida, que começa sarar irá reabrir e os sentimentos iriam emergir e revoltar-se.
Não vou voltar ao passado, não o mudo, não porque não posso, mas porque não quero. Aprendi muito com ele e trouxe-me para este presente. Futuro?
O futuro é incerto e ambíguo, mas também não anseio por ele, apenas me interessa viver o presente.
Bom ou mau é nele que sinto e livo as repercussões de das decisões que tomei no passado.
E, neste presente, ponho ponto final a um sentimento que me consumiu, que me deprimiu, durante muito tempo, demasiado tempo.
A partir de agora é sempre em frente, pronta a viver o presente e abraçar o futuro, com tudo que ele me pode trazer, tanto de bom como de mau, não interessa.
Vou continuar em frente, destemida.
Sempre à descoberta, sempre pronta a enfrentar o desconhecido, sempre pronta a aprender.
Tenho a tua marca, tenho um pedacinho de ti.
Levar-te-ei comigo, para onde eu for, porque tu tens um cantinho só teu, no meu coração.
Por muitas que te envie, já sei que não vou obter resultados. Ou, pelo menos, não os resultados que eu desejo. Neste momento, também já não os aspiro.
Lutei demasiado, sofri demasiado, chorei demasiado…
Não me queixo, ate porque não me arrependo, apenas queria as coisas tivessem tomado outro rumo, mas tu também não quiseste. Não te vou apontar as culpas de tudo o que se passou nem recriminar-te, mas é verdade.
Infelizmente, o passado não pode ser mudado.
Os antigos dizem para não se mexer no passado, pois em nada o vamos alterar, a ferida, que começa sarar irá reabrir e os sentimentos iriam emergir e revoltar-se.
Não vou voltar ao passado, não o mudo, não porque não posso, mas porque não quero. Aprendi muito com ele e trouxe-me para este presente. Futuro?
O futuro é incerto e ambíguo, mas também não anseio por ele, apenas me interessa viver o presente.
Bom ou mau é nele que sinto e livo as repercussões de das decisões que tomei no passado.
E, neste presente, ponho ponto final a um sentimento que me consumiu, que me deprimiu, durante muito tempo, demasiado tempo.
A partir de agora é sempre em frente, pronta a viver o presente e abraçar o futuro, com tudo que ele me pode trazer, tanto de bom como de mau, não interessa.
Vou continuar em frente, destemida.
Sempre à descoberta, sempre pronta a enfrentar o desconhecido, sempre pronta a aprender.
Tenho a tua marca, tenho um pedacinho de ti.
Levar-te-ei comigo, para onde eu for, porque tu tens um cantinho só teu, no meu coração.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Be strong
Amar alguém com essa força toda não é fácil nem é para todos.
É preciso muito altruísmo para abdicar-mos de nós próprios e ficarmos completamente absorvidos pela outra pessoa.
A simples presença da outra pessoa levamos a pensar se as prioridades do Mundo não estarão trocadas...
Porque é que se valoriza mais o aspecto físico do que o intelectual?
Porque é que se cede à pressão da chamada "cunha" para por alguém num posto, existindo pessoas mais qualificadas para o mesmo?
Se as coisas correrem bem e a pessoa corresponder afirmativamente aos nossos sentimentos, sentimo-nos a pessoa mais feliz do mundo e que nada nos pode atingir.
Se tal não acontecer sentimo-nos imensamente tristes e sem vontade para fazer até a coisa mais insignificante do nosso dia-a-dia.
A desilusão e a dor pode durar mais ou menos tempo conforme a intensidade da paixão, mas da mágoa nunca ninguém se livra.
Mágoa por não se ter tido a oportunidade de demonstrar à outra pessoa, por algo mais do que palavras, que os sentimentos por ela revelados são verdadeiros e profundos.
Mágoa porque se sente que se está a perder um grande amor e, por sua vez, uma grande hipótese de ser feliz.
Mágoa por e isto e por tudo mais que um Grande Amor acarreta.
Sofre-se muito, mas aprende-se a lidar com a dor e, a cada conversa, a cada sorriso, a sua simples presença leva-nos a perceber que a pessoa amada é, mesmo que parecendo impossível, ainda mais especial, única e maravilhosa do que já era.
Eventualmente, acaba-se por esquecer os sentimentos nutridos, mas fica-se com a certeza que a queremos, a partir daquele momento, para sempre na nossa Vida e, que por muitos outros amores que se tenham, aquele terá sempre um lugar especial no nosso Coração.
É preciso muito altruísmo para abdicar-mos de nós próprios e ficarmos completamente absorvidos pela outra pessoa.
A simples presença da outra pessoa levamos a pensar se as prioridades do Mundo não estarão trocadas...
Porque é que se valoriza mais o aspecto físico do que o intelectual?
Porque é que se cede à pressão da chamada "cunha" para por alguém num posto, existindo pessoas mais qualificadas para o mesmo?
Se as coisas correrem bem e a pessoa corresponder afirmativamente aos nossos sentimentos, sentimo-nos a pessoa mais feliz do mundo e que nada nos pode atingir.
Se tal não acontecer sentimo-nos imensamente tristes e sem vontade para fazer até a coisa mais insignificante do nosso dia-a-dia.
A desilusão e a dor pode durar mais ou menos tempo conforme a intensidade da paixão, mas da mágoa nunca ninguém se livra.
Mágoa por não se ter tido a oportunidade de demonstrar à outra pessoa, por algo mais do que palavras, que os sentimentos por ela revelados são verdadeiros e profundos.
Mágoa porque se sente que se está a perder um grande amor e, por sua vez, uma grande hipótese de ser feliz.
Mágoa por e isto e por tudo mais que um Grande Amor acarreta.
Sofre-se muito, mas aprende-se a lidar com a dor e, a cada conversa, a cada sorriso, a sua simples presença leva-nos a perceber que a pessoa amada é, mesmo que parecendo impossível, ainda mais especial, única e maravilhosa do que já era.
Eventualmente, acaba-se por esquecer os sentimentos nutridos, mas fica-se com a certeza que a queremos, a partir daquele momento, para sempre na nossa Vida e, que por muitos outros amores que se tenham, aquele terá sempre um lugar especial no nosso Coração.
Subscrever:
Mensagens (Atom)