domingo, 30 de maio de 2010

Passado, Presente e Futuro.

Aqui e agora paro de te enviar cartas.
Por muitas que te envie, já sei que não vou obter resultados. Ou, pelo menos, não os resultados que eu desejo. Neste momento, também já não os aspiro.
Lutei demasiado, sofri demasiado, chorei demasiado…
Não me queixo, ate porque não me arrependo, apenas queria as coisas tivessem tomado outro rumo, mas tu também não quiseste. Não te vou apontar as culpas de tudo o que se passou nem recriminar-te, mas é verdade.
Infelizmente, o passado não pode ser mudado.
Os antigos dizem para não se mexer no passado, pois em nada o vamos alterar, a ferida, que começa sarar irá reabrir e os sentimentos iriam emergir e revoltar-se.
Não vou voltar ao passado, não o mudo, não porque não posso, mas porque não quero. Aprendi muito com ele e trouxe-me para este presente. Futuro?
O futuro é incerto e ambíguo, mas também não anseio por ele, apenas me interessa viver o presente.
Bom ou mau é nele que sinto e livo as repercussões de das decisões que tomei no passado.
E, neste presente, ponho ponto final a um sentimento que me consumiu, que me deprimiu, durante muito tempo, demasiado tempo.
A partir de agora é sempre em frente, pronta a viver o presente e abraçar o futuro, com tudo que ele me pode trazer, tanto de bom como de mau, não interessa.
Vou continuar em frente, destemida.
Sempre à descoberta, sempre pronta a enfrentar o desconhecido, sempre pronta a aprender.
Tenho a tua marca, tenho um pedacinho de ti.
Levar-te-ei comigo, para onde eu for, porque tu tens um cantinho só teu, no meu coração.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Be strong

Amar alguém com essa força toda não é fácil nem é para todos.
É preciso muito altruísmo para abdicar-mos de nós próprios e ficarmos completamente absorvidos pela outra pessoa.
A simples presença da outra pessoa levamos a pensar se as prioridades do Mundo não estarão trocadas...
Porque é que se valoriza mais o aspecto físico do que o intelectual?
Porque é que se cede à pressão da chamada "cunha" para por alguém num posto, existindo pessoas mais qualificadas para o mesmo?
Se as coisas correrem bem e a pessoa corresponder afirmativamente aos nossos sentimentos, sentimo-nos a pessoa mais feliz do mundo e que nada nos pode atingir.
Se tal não acontecer sentimo-nos imensamente tristes e sem vontade para fazer até a coisa mais insignificante do nosso dia-a-dia.
A desilusão e a dor pode durar mais ou menos tempo conforme a intensidade da paixão, mas da mágoa nunca ninguém se livra.
Mágoa por não se ter tido a oportunidade de demonstrar à outra pessoa, por algo mais do que palavras, que os sentimentos por ela revelados são verdadeiros e profundos.
Mágoa porque se sente que se está a perder um grande amor e, por sua vez, uma grande hipótese de ser feliz.
Mágoa por e isto e por tudo mais que um Grande Amor acarreta.
Sofre-se muito, mas aprende-se a lidar com a dor e, a cada conversa, a cada sorriso, a sua simples presença leva-nos a perceber que a pessoa amada é, mesmo que parecendo impossível, ainda mais especial, única e maravilhosa do que já era.
Eventualmente, acaba-se por esquecer os sentimentos nutridos, mas fica-se com a certeza que a queremos, a partir daquele momento, para sempre na nossa Vida e, que por muitos outros amores que se tenham, aquele terá sempre um lugar especial no nosso Coração.